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10 MITOS E VERDADES SOBRE CÂNCER DE MAMA

October 14, 2019

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10 MITOS E VERDADES SOBRE CÂNCER DE MAMA

October 14, 2019

 

 

 

 

Outubro é o mês da conscientização sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama.

 

Visando conscientizar a população feminina, apoiar as pacientes com câncer, bem como seus familiares e amigos sobre a importância de munir-se de informação e participar ativamente do enfrentamento da doença.

 

1. A mulher que retira o tumor perde a mama?


Mito.

A cirurgia de retirada do tumor faz parte do tratamento contra o câncer e, em alguns casos pode ser necessária a retirada também da mama. Porém, isso não significa que a mulher vá perder o órgão.
Atualmente, a tendência é preservar a maior parte da mama, sempre respeitando a segurança da paciente. E a reconstrução, quando necessária, pode ser feita na sequência do procedimento cirúrgico.

 

2. O uso de desodorantes antitranspirantes aumenta o risco de câncer de mama?

 

Mito.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), essa confusão é muito comum porque alguns estudos já atentaram para o potencial cancerígeno de alguns compostos desses produtos.
Por outro lado, como informa a SBM, pesquisas consistentes concluíram que não há associação entre esses cosméticos usados nas axilas e o aumento de casos de câncer de mama.

 

 

3. Fazer mamografia todos os anos é necessário para detectar tumores?


Verdade.

A mamografia é a principal forma de diagnóstico precoce da doença. Além de ser um exame eficaz para detectar lesões iniciais e não palpáveis, ela as classifica de acordo com o risco de evoluir para um câncer.
Anote: quem tem histórico familiar deve fazer o exame a partir dos 25 anos. As demais pacientes, após os 40.

 

4. A presença de caroços nas mamas é sinal de que a pessoa está doente?


Mito.

Nem todo nódulo (caroço) é sinal de câncer de mama. Além disso, o diagnóstico da doença não é feito apenas por esse sintoma, identificado durante o autoexame. A mamografia também é capaz de identificar a doença sem que haja necessariamente a presença de caroços.

 

5. Pessoas obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama?


Depende.

A relação entre excesso de peso e o risco de desenvolver a doença está ligada ao estado hormonal da mulher. Em outras palavras: após a menopausa, a obesidade é considerada um fator de risco. Antes, não. Entenda.
Após a Menopausa: pesquisas divulgadas pela SBM indicam que as mulheres obesas (índice de massa corporal maior que 28 kg/m2) tiveram um aumento da incidência da doença em 26%; e que o ganho de 20 a 29 kg aumentou o risco em 56%.
A principal hipótese para esses números é que, após a menopausa, o tecido gorduroso transforma um hormônio produzido na glândula suprarrenal (a androstenediona) em estrona; e, quanto maior o nível de estrona, maior seria o risco de câncer de mama.
Antes da menopausa: segundo a SBM, o peso elevado nesse período da vida não aumenta os riscos. A principal hipótese atende pelo nome de anovulação, fenômeno influenciado pela obesidade e que pode acarretar menores níveis hormonais.

 

6. Amamentar protege os seios do câncer de mama?


Verdade.

Amamentar é um importante fator de proteção porque, quando o bebê mama, as células mamárias ficam “ocupadas” com a produção do leite e se multiplicam menos do que em outros períodos.

 

7. Menstruação precoce e ser mãe após os 30 aumenta o risco de ter a doença?


Verdade.

O risco aumenta porque essas mulheres menstruam mais vezes ao longo da vida, ficando mais expostas aos hormônios estrogênio e progesterona. O estrogênio, por exemplo, estimula as células da glândula mamária a se reproduzirem.
Isso não quer dizer que essas pessoas estão condenadas a sofrer com a doença. Significa apenas que elas devem ficar mais atentas. Para essas pacientes, o mais indicado é fazer um controle adequado através do acompanhamento médico e de mamografias regulares.

 

8. Bebida alcoólica aumenta o risco de câncer de mama?


Verdade.

Mesmo o consumo de poucos drinques por semana está associado a um risco aumentado de câncer de mama em mulheres. Esse risco pode ser especialmente alto em mulheres com deficiência de ácido fólico (vitamina do complexo B).
O álcool pode afetar os níveis de estrogênio, o que pode explicar parte do aumento desse risco. Beber menos álcool, portanto, pode ser uma forma de redução do risco de câncer de mama.

 

9. O uso de chá verde diminui o risco de câncer de mama?


Controverso.

Algumas pesquisas indicam que o chá verde tem efeitos benéficos na inibição da proliferação celular, associando-o à diminuição de casos da doença. Outros estudos, porém, relatam que não há dados científicos para indicá-lo como protetor para o câncer de mama.
De todo modo, apesar da polêmica, o chá verde é um poderoso antioxidante e seu consumo pode ser considerado benéfico para a saúde.

 

10. Homens podem ter câncer de mama?


Verdade.

Pelo fato de a glândula mamária masculina ser geralmente atrofiada, a incidência desse tipo de câncer é mais rara (apenas 1% dos casos é diagnosticado em homens). O tipo de câncer e os sintomas, porém, são basicamente os mesmos.
A grande diferença está na prevenção. Como o câncer de mama é uma doença muito incomum em homens, eles acabam não tendo o hábito de avaliar suas mamas. Por isso, quando descobrem o câncer, ele normalmente já está evoluído.

 

 

 

Informações retiradas da LAPEC - Laboratório de Análises e Pesquisas Clínicas

http://www.lablapec.com.br

 

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